quarta-feira, 21 de outubro de 2009






Rua Antonio Mariz, 113 - Lapa - São Paulo.
tel: 36450627.













sexta-feira, 19 de junho de 2009


Um passeio pela história da Cerâmica Indígena Brasileira.

Professora: Maíra Andrade

Os alunos do projeto APIA desevolveram, para a exposição de fim de ano, uma releitura das cerâmica Marajoara. O grupo resgatou a história índigena brasileira e questões sobre a preservação da natureza e sua importancia na vida dos antigos moradores das florestas e para todos nós nos dias de hoje.




A Cerâmica Marajoara é fruto do trabalho dos índios da Ilha de Marajó. A fase mais estudada e conhecida se refere ao período de 400/1400 dC. Marajó é a maior ilha fluvial do mundo, cercada pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico. Localiza-se no estado do Pará-PA, região norte do Brasil. Os índios de Marajó faziam peças utilitárias e decorativas. Confeccionavam vasilhas, potes, urnas funerárias, apitos, chocalhos machados, bonecas de criança, cachimbos, estatuetas, porta-veneno para as flechas, tangas (tapa-sexo usado para cobrir as genitália das moças),talvez as únicas, não só na América mas em todo o mundo, feitas de cerâmica. Os objetos eram zoomorfizados (representação de animais) ou antropomorfizados (forma semelhante ao homem ou parte dele), mas também poderiam misturar as duas formas-zooantropomorfos. Visando aumentar a resistência do barro eram agregadas outras substâncias-minerais ou vegetais: cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha e o cauixi-uma esponja silicosa que recobre a raiz de árvores, permanentemente submersas. As peças eram acromáticas (sem uso de cor na decoração, só a tonalidade do barro queimado) e cromáticas. A coloração era obtida com o uso de engobes (barro em estado líquido) e com pigmentos de origem vegetal. Para o tom vermelho usavam o urucum, para o branco o caulim, para o preto o jenipapo, além do carvão e da fuligem. Depois de queimada, em forno de buraco ou em fogueira a céu aberto, a peça recebia uma espécie de verniz obtido do breu do jutaí, material que propiciava um acabamento lustroso.

Pingentes







Cacique por Chico Brasil

Peixe Marajoara (Paulo Grell)






com a mão na massa....

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

       CURSOS
  • Curso de modelagem em cerâmica para todas as idades (crianças a partir de 5 anos)
  • Pintura em cerâmica de baixa temperatura para crianças.
  • Curso de torno elétrico.
  • Oficina de Cerâmica para Escolas (professores, pais e alunos)


Parte da renda de nossos cursos é destinada para a sustentabilidade do Projeto Apia.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Construção de chaveiros










Unidos pela inclusão




O Projeto Apia – Atividades e Projetos de Inclusão pela Arte é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), sem fins lucrativos, que utiliza as artes plásticas, especialmente a cerâmica, como instrumento de inclusão, através de projetos sociais e de criação, favorecendo o resgate cultural, a geração de renda e o exercício da cidadania. Tudo começou quando a educadora Maria Inês Dell Tedesco Grell, presidente do Apia, decidiu que iria aprender a arte em cerâmica para ajudar seu filho, Paulo Eduardo Grell, hoje com 25 anos de idade. Paulo começou a lidar com cerâmica aos 11 anos e este contato com a arte contribuiu para a recuperação de suas dificuldades motoras e intelectuais, assumindo um papel importante na formação da sua personalidade: a cerâmica se tornou um veículo de comunicação entre ele e a sociedade. “A cerâmica veio como um trabalho alternativo. Quando o Paulo cresceu, achamos que era hora dele ter uma oportunidade de trabalho. Montamos um ateliê pequeno, uma proposta simples de trabalho”, conta Maria Inês. Mas, o que era “simples” se tornou um belo trabalho de inclusão social. Bem instalado em uma casa na Lapa, o Projeto Apia oferece cursos e oficinas semestrais para jovens e adultos com deficiência ou em situação de risco social, chamado “Diversidade com Arte”. São cursos de arte-cerâmica, com técnicas de modelagem, história da arte e da cerâmica, visitas a espaços culturais e atividades visando a formação cidadã e a integração do grupo. Os resultados do trabalho são visíveis na formação de cada um deles, ou seja, no desenvolvimento de habilidades artísticas, aprimoramento das capacidades de criação, organização e comunicação; há resultados também na vida profissional, já que novas perspectivas são delineadas e há possibilidade de retorno financeiro. Sem falar no equilíbrio emocional destes jovens e adultos, que tem sua auto-estima elevada. “O que aprendi e sempre vivi com o Paulo é a necessidade de valorizar a diversidade. A idéia não é fazer um grupo só de deficientes, mas de quem quer aprender um trabalho com cerâmica. Ampliei o projeto para o pessoal de baixa renda porque isso favorece a inclusão”, observa ela. O Projeto Apia é uma iniciativa do Atelier Apia - Arte Cerâmica e conta com a colaboração de associados (pessoas físicas e jurídicas), que contribuem mensalmente com doações em dinheiro (boleto bancário), materiais para oficinas e manutenção. Em 2009 o Atelier Apia iniciará cursos para o público em geral.

Cara de Barro
por Chico Brasil